sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Se a análise é probabilística, por que os investidores se inclinam ao perfeccionismo?

Se a análise é probabilística, por que os investidores se inclinam ao perfeccionismo?

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
29/01/09 - 20h00
InfoMoney

SÃO PAULO - Operar é uma arte, ainda mais nestes tempos voláteis. Exige paciência, entre outras virtudes. O lado das finanças comportamentais busca entender um pouco o comportamento dos investidores: quais fatores exógenos à ação afetam as operações, fazem parte das decisões do grupo ou de cada um.

De olho no comportamento dos traders, a psiquiatra norte-americana Janice Dorn vê o investidor guiado por perfeccionismo no mínimo exacerbado. Em artigo publicado na CNBC, a "Trading Doctor" levanta a questão: se boa parte das ferramentas de análise, seja técnica ou fundamentalista, se baseia em probabilidades, porque os traders são tão inclinados ao perfeccionismo?

Medo de falhar
Apesar de ajudar em diversas áreas profissionais, o perfeccionismo pode ser fatal às operações em bolsa na avaliação de Dorn. Os insucessos acabam pesando sobre as próximas operações; deixam o medo de falhar afetar a tomada de decisão.

A partir disto, a busca pelo perfeccionismo pode engessar a operação. Sempre esperar o melhor ponto de entrada muitas vezes deixa uma oportunidade passar pela frente sem ser aproveitada. Do outro lado, ganância demais para realizar lucro pode fazer o momento de saída ideal também ficar para trás.

"Os traders que operam com uma mentalidade focada neste perfeccionismo estão mais inclinados a falhar (...). Perfeccionistas não nascem, são formados". É preciso olhar as operações em bolsa como um jogo de probabilidade.

Dicas da Trading Doctor para o comportamento do investidor

- Tente aproveitar os processos da mesma forma que os resultados

- Trace metas realistas e executáveis

- Operar é sério, mas nao deveria relacionar medo

- Aprenda com seus erros, faça as pazes com o passado

- Tente melhorar cada vez, nao buscar a perfeição diretamente


Há diversas diretrizes de investimento para lidar com esta relação entre falha e sucesso. Um bom exemplo é a estratégia de preço médio. Independente do patamar em que você adquiriu determinado ativo, é possível montar um preço médio que, no longo prazo, oferecerá retornos atrativos.

Operar na esperança
Outro ponto defendido pela doutora é que operar na "esperança" não funciona, pois o mercado pode contrariar sua opção por mais tempo que seu fluxo de caixa aguenta. "É uma maratona, não um sprint".

É preciso ter pensamento crítico. Operar em bolsa pede um comportamento progressivo, sempre olhar para frente, antecipar movimentos. Mas vale a velha idéia de olhar para o passado; é nele que estão as principais lições.

Perfeccionismo X Probabilidade
Operar pode ser mesmo visto como um jogo de probabilidade. É preciso atenuar este comportamento perferccionista, buscar a melhora aos poucos.

Mas não custa deixar uma dose de perfeccionismo. Recorrendo à probabilidade, de que adiante ganhar em 99% dos trades, mas perder exatamente naquele 1% em que o dinheiro em jogo valia pelos 99%?





quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Gírias e jargões dos profissionais de bolsa de valores

Gírias e jargões do mercado
Andar de lado - Significa que o mercado opera estável, sem apontar uma tendência de alta ou de baixa.
Bater - Vender
Bearish - No mercado de ações, indica que a Bolsa está com forte tendência de queda. Termo americano alusivo ao movimento de ataque do urso, feito de baixo para cima.
Benchmark - É o ponto de referência para as aplicações financeiras. Um fundo de ações atrelado ao Ibovespa, por exemplo, tem como referência o Ibovespa. No mínimo, a aplicação deve apresentar rendimento bem próximo à variação do índice.
Bola, bola - Preço redondo de uma cotação. Dizer que o preço é "dois bola, bola", significa R$ 2,00. Quando já é de domínio do mercado que o preço está próximo de um valor redondo, então o operador diz apenas "bola-bola".
Bullish - É o contrário de bearish. Faz referência ao ataque do touro, feito de baixo para cima. Significa que a Bolsa está com forte tendência de alta.
Catar lata - As ações que o investidor adquiriu não tiveram o desempenho esperado, e então ele procura reduzir as perdas na operação.
Chapa branca - Atuação do Governo no mercado. Geralmente utilizada quando algum fundo de pensão ou o BNDES realizam alguma transação.
Chinese wall - Termo utilizado para caracterizar a atuação independente entre os vários setores de um banco.
Choise - Comprar e vender no mesmo preço para estreitar o spread
Colocar o boi na sombra - Quando o investidor ganha muito dinheiro em uma operação no mercado, ao ponto de não precisar mais trabalhar. Administra o que ganhou e vai descansar. Comprado - Diz-se do investidor que comprou ou está comprando um determinado ativo.
Dar um fechado - Significa que o negócio foi realizado, concluído, fechado.
Day-trade - Operação financeira de compra e venda de ativos que ocorre em um único dia.
Derreter - Os operadores dizem que um determinado mercado está derretendo quando está em movimento de queda.
Dormir posicionado - O investidor mantém a aplicação durante um fim de semana ou feriado, correndo o risco de que algum fato interfira no rendimento.
Duque - 200
Enfiar - Quando é vendido o ativo pela quantidade e preço sugeridos.
Entupido de papel - Diz-se de um investidor possui muitas ações de uma empresa ou setor, e na verdade deveria estar vendendo essas mesmas ações.
Espirrar - O mercado de ações espirra quando dá um grande salto, para baixo ou para cima.
Estar zerado - Estar fora do mercado ou sair da aplicação que vinha mantendo.
Fazer o giro - Termo específico de uma operação de day-trade, indicando que a operação foi bem-sucedida.
Financiar - Quando é comprada uma ação no mercado à vista e vendida outra no mercado de opções.
Fumar - Quando está poscionado em um ativo e perde.
Galo - 50
Levar - Quando o operador apregoa que quer o spread de uma operação.
Lixo - Afirmam que o mercado "está um lixo" quando não há liquidez.
Long - Diz-se de uma posição comprada em um ativo.
Mão fraca - Operador que costuma perder
Mão forte - Operador que costuma ganhar
Micar - Ficar com o mico ou micar é o mesmo que ficar com um ativo que perdeu todo o seu valor.
O circo está montado - Gíria usada pelo mercado quando há notícias, positivas ou negativas, capazes de determinar a tendência do mercado.
Papel - O mesmo que uma ação negociada na Bolsa de Valores.
Pagão - Quando o investidor está disposto a pagar até determinado preço por um ativo. Então o operador diz que está "pagão" até determinado valor.
Pesado - Quando tem muitos investidores querendo vender determinado ativo.
Posicionado - Condição do investidor que mantém sua aplicação em algum ativo financeiro. Se aplicou em ações do setor de consumo, por exemplo, então está posicionado nesses papéis.
Pull Back - O termo é usado pelos analistas para dizer que um papel, cotado abaixo do preço justo, se recuperou ou vai se recuperar.
Quilo - Substitui a palavra milhão.
Quina - 500
Raspar - É utilizado para a compra de uma quantidade indeterminada de um ativo até determinado valor pré-estipulado.
Realizar o lucro - Obter o lucro com a venda de um ativo financeiro, após ter apresentado valorização frente à data inicial de compra.
Reversão - Quando é vendido um papel à vista para a compra de uma ação no mercado de opções.
Short - Diz-se de uma posição vendida em uma ativo.
Stop-lost - Preço limite de perda estabelecido pelo investidor, a partir do qual não se aceita mais qualquer negócio.
Stopar - Gíria derivada de stop-lost, que indica parar.
Swap - Jargão usado para um contrato de troca, seja ele de moedas, commodities ou ativos financeiros.
Tomar - Quando é comprado o ativo pela quantidade e preço sugeridos.
Tomar calor - Quando não se concetriza a aposta que o investidor fez em uma determinada ação.
Top Pick - Diz-se de um mercado ou ativo que é o favorito.
Trader - Termo americano, aceito internacionalmente, para identificar o indivíduo que opera no mercado financeiro.
Trigger - É usado no mercado para identificar o motivo que desencadeou a alta ou a baixa da Bolsa em um determinado dia.
Upside - Valorização.
Vendido - Diz-se do investidor que vendeu ou está vendendo os ativos.
Virar pó - Muito usado no mercado de opções. Indica que o ativo perdeu todo o valor.
Fazer um Boi- Montar uma trava de alta.
Fazer uma Vaca- Montar uma trava de baixa.
Gaguejo- Comprar ou vender aos pouquinhos.
As Gregas- Acompanhar variavies como delta, gamma, theta......
Colgate é pasta, não é pó

Palavras tem poder

Palavras tem poder...
As palavras influem na sua realidade muito mais do que você imagina. Veja como trabalhar com elas e aproveitar ao máximo sua força.
Palavras mágicas - quais você deve usar ou evitar.
Algumas expressões condicionam especialmente o cérebro e influenciam as ações. Veja quais você deve usar e quais evitar, segundo especialistas de neurolingüística
* Ainda - Uma palavra positiva que abre muitas possibilidades. Por exemplo, na frase 'não tenho namorado ainda'. Está implícita a idéia que posso não ter alguém neste momento, mas que isso só é questão de tempo. Mas atenção: evite dizer frases como 'com tantos assaltos por aí, nunca fui assaltado ainda'.
* Tentar - Verbo de má vontade, este. 'Não sei, vou tentar', então, é ainda pior. É quase uma frase declarada de que é possível tentar, mas é difícil conseguir.
* Experimentar - Ótimo verbo. Experimentar inclui ação, curiosidade. Substitua a frase 'vou tentar' por 'vou experimentar' . A segunda é muito mais dinâmica.
* É difícil - Expressão bloqueadora, paralizante. Ela retira a energia necessária para a ação. Troque pela expressão 'é desafiante' ou 'é um desafio'. Essa simples troca pode abrir uma maior possibilidade de sucesso.
* Gostaria, queria - Usar esses verbos no futuro do pretérito distancia ainda o objetivo. Eles devem ser empregados sempre no presente: 'Eu quero' ou 'eu gosto'.
* Mas - 'A gente só conhece o que uma pessoa realmente pensa da outras depois do 'mas'', diz um ditado americano. O 'mas' suaviza o que foi dito até aquele momento e enfatiza o que vem depois. O ideal é dizer antes o que desaprovamos. Por exemplo: 'Ela é superficial, mas é inteligente e capaz'.
* Nunca, jamais, sempre - Expressões que restringem a realidade. Ninguém pode dizer que nunca fará ou será tal coisa - não controlamos a vida a esse ponto.
* Não - O cérebro não registra o não quando acompanhado de uma imagem. Por exemplo, quando se diz 'não pense num gatinho', a primeira coisa que se pensa é justamente num gatinho - o não é simplesmente ignorado. Por exemplo, pessoas que dizem 'não quero gritar igual minha mãe' cada vez que dizem isso têm um flash de milésimos de segundo da imagem da mãe gritando. O que está sendo reforçado é essa imagem, e não o contrário.
O 'não' só é registrado no cérebro quando é uma negativa simples - o 'não quero' ou o 'não posso', por exemplo, e quando vem desacompanhado de uma imagem.

Gosto pelo risco pode ter razões físicas, diz estudo

Gosto pelo risco pode ter razões físicas, diz estudo
Da BBC Brasil
Cientistas nos Estados Unidos anunciaram ter descoberto evidências de que existem diferenças físicas nos cérebros de pessoas muito atraídas pelo risco e por novidades que as estimulam a agirem de maneira impulsiva e, às vezes, perigosa.
» Pesquisa quer mapear cérebro de jovens violentos» Disfunções do cérebro explicam atitudes violentas
Um estudo da Universidade de Vanderbilt descobriu que o processamento da dopamina no cérebro é diferenciado nestas pessoas.
Esta substância está relacionada ao modo pelo qual as pessoas sentem prazer em situações como alimentação e o sexo, por exemplo.
As pessoas atraídas por fortes emoções e que buscam novidades possuem uma menor quantidade de um determinado tipo de receptor de dopamina, o que pode levá-las a buscarem novas experiências de forte impacto como esbanjar dinheiro e participar intensamente de festas.
A pesquisa foi publicada no Journal of Neuroscience e pode ajudar a explicar porque algumas pessoas são mais suscetíveis a desenvolver hábitos como vício em drogas, entre outros comportamentos de risco.
RatosExperimentos em animais já haviam demonstrado que, como no caso dos humanos, alguns respondem de maneira diferente a ambientes desconhecidos.
Estas pesquisas também indicaram que aqueles animais com perfil "explorador" são mais suscetíveis a ingerirem doses de cocaína quando têm chance, por exemplo.
Este comportamento nos animais parece estar ligado com à atividade da dopamina no cérebro. Células produtoras de dopamina tem uma espécie de sistema regulador que normalmente interrompe a produção quando já fabricaram grandes quantidades da substância.
Segundo estas pesquisas, ratos que apresentam comportamentos mais impulsivos têm uma menor quantidade desses receptores que regulam a quantidade da dopamina.
HumanosPara avaliar se o mesmo acontecia entre humanos, os cientistas da Universidade de Vanderbilt examinaram o nível desses receptores que regulam a produção de dopamina em 34 pessoas saudáveis. Estas pessoas também responderam a questionários para avaliar o tipo de personalidade que possuem.
Assim como aconteceu nos experimentos com animais, percebeu-se que o gosto por aventuras e desafios, a espontaneidade e condutas como o hábito de esbanjar dinheiro, podem estar ligadas a menores níveis desses receptores de regulação.
"Nós descobrimos que a densidade desses receptores está inversamente ligada ao interesse e desejo por novas experiências", diz David Zald, o líder da pesquisa.
"Nossa pesquisa sugere que, em indivíduos com grande interesse por novidades, o cérebro é menos capaz de regular a dopamina, o que faz com que estes indivíduos reajam mais positivamente a novidades e outras situações que normalmente induzem a liberação da substância", afirma Zald.